Amo-te como sou!
Por que ser diferente?
Se não te amasse como sou,
não seria eu...
Ama-me sem tentares que seja outra
e sente
que todo o amor que tenho para dar é teu!
Não deixes que morra em pedaços
a longa viagem que fiz até ti... até nós!
Deixa-me
adormecer eternamente nos teus braços;
não me deixes retornar a mim...
não nos deixes sós.
Não me faças sentir cruel e fria!
São como vendavais,
nem sabes quanto,
que me enlaçam em cadeias de agonia:
as palavras dos teus lábios
que te fazem parecer santo.
Serei eu erva daninha
de rebento violento,
ou será um estranho impulso
pelo desejo,
uma estranha luta
entre a razão e o sentimento
quando tão inquieta
te procuro
e não te vejo?
Destino estranho
o desta noite fria,
onde a minha alma
no silêncio se aninha
e se debate em versos
com tão pouca alegria,
ao serem escritos
por uma tristeza...
que é minha!
Ada Abaé
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