A Outra Face de Jibacoa
Para além da areia branca e das águas cristalinas; a outra face de Jibacoa. Todos os dias, aproximava-se a mesma menina. Pele e cabelos desbotados pela vida ao ar livre. Quer fosse na areia ou dentro do mar, lá vinha ela, com o olhar vivo e a mesma frase nos lábios: — Eu não tenho casa — dizia, em espanhol, enquanto estendia a mão. — Me chamo Camila. E tu? — perguntava-me. No olhar, que deveria ser inocente, vivia alguém precocemente adulto e manipulador. Construído, estava claro, à força pelos próprios familiares. Ao longe, distinguiam-se duas figuras adultas: os pais, rodeados por vários filhos. Incrivelmente quietos e atentos. Como se aguardassem algo, enquanto a menina se lançava, sozinha, às mãos de desconhecidos. Se ganhasse, não importando o quê, logo corriam os outros, surgindo das dunas. Aos bandos. Muitos olhos. Esgazeados. Ansiosos, mas também astutos. Todos os dias, durante duas semanas, a...