Honoré de Balzac
Quando li Balzac pela primeira vez, tinha doze anos. Nessa época, na minha mente ainda infantil, imaginava Balzac como um super-homem. De grande porte, poderoso, com tronco e braços capazes de abraçar e proteger o mundo. Os seus grandes romances, na estante da sala da minha avó, assim como a maioria dos livros nela colocados, chamavam-me para conhecer as personagens que por ali habitavam. Sem hora marcada para entrar nem para sair, ali ficava eu, explorando as características de cada uma, deixando-me levar por sentimentos ora tristes, ora alegres; ora de compaixão, ora de revolta. Imaginava o autor a construir cada detalhe dos mundos que absorviam tanto de mim e muito me devolviam. Talvez pensem que eu era muito nova para tal literatura, mas, assim como qualquer livro que li durante a minha adolescência e juventude, ajudou-me a perpetuar o amor pela leitura e pela escrita. Vo...