Aura noturna
Concentro os sentidos
na caída da noite,
que calmamente sopra o sol,
apagando-o devagarinho,
como quem sopra delicadamente
a chama de uma vela.
O meu gato estende o corpo
sobre o tapete,
e um piano ressuscita
os melhores clássicos:
Mozart, Beethoven, Chopin...
O gato dorme
e eu escrevo, divago...
Encaminho o olhar
para o afável movimento das árvores,
onde o vento
poeticamente as vai amando...
Rumo à Terra,
o néctar da poesia,
numa aura noturna,
orna as janelas de cada lar,
num ato puro e silencioso
que carrega em si
um poema de amor
para um mundo que precisa
de aprender benevolência e perdão.
Ada Abaé


Aqui me deliciando em poesia.
ResponderEliminarMuito obrigada Siilvia. Abraço amigo.
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